Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

Não faço por nada

Acendo o candeeiro que esta por cima da mesa, talvez a luz possa sobrepor-se a noite. Apago-o, levanto-me. Na parede há um buraco branco., o espelho. É uma ratoeira. Sei que vou lá cair. Já esta. Uma coisa cinzenta acaba de surgir no espelho. Aproximo-o e olho para ela. Já não posso desviar-me. É o reflexo da minha cara. Muitas vezes neste dias perdidos, fico a contemplá-la. Não percebo nada desta cara. A dos outros tem sentido. A minha não. Nem posso decidir se é bonita  ou feia. Acho que é bonita porque mo disserem. Mas não é propriedade que me solte a vista. O meu olhar desce lentamente, com enfado, por esta testa, por esta face, não encontra nada firme, afoga-se. Aquilo são uns olhos, aquilo é um nariz, aquilo é uma boca, mas nada disso tem sentido. Porém ela acha que tenho um ar de vivacidade, de vida. Logo eu? Devo estar habituado demais a minha cara.

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PensarCusta às 10:25
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