Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

A vida a náusea:

E Estellla vem no mundo da imaginação. Ela toda ela húmida, contorce-se por não ter descanso do seu próprio prazer. _ai.

 

Enrolo um cigarro, acendo-o, e estendo-me em cima da cama com um casaco a tapar-me as pernas. Estou surpreendida por me sentir tão triste e cansada. está muito escuro já, e nem sei ao certo se o cigarro esta acesso. Passa um eléctrico. Clarão vermelho no tecto. Depois um carro pesado faz tremer a casa. Devem ser já seis horas. Sempre vivi cercado das minhas histórias e das dos outros. Do ar que todos respiram...

 

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PensarCusta às 18:43
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Pressionar alguém para que deixe de fumar ou beber é simplesmente sugerir-lhe que troque a sua forma de morrer por outra ainda menos eficaz.

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PensarCusta às 08:29
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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

Não faço por nada

Acendo o candeeiro que esta por cima da mesa, talvez a luz possa sobrepor-se a noite. Apago-o, levanto-me. Na parede há um buraco branco., o espelho. É uma ratoeira. Sei que vou lá cair. Já esta. Uma coisa cinzenta acaba de surgir no espelho. Aproximo-o e olho para ela. Já não posso desviar-me. É o reflexo da minha cara. Muitas vezes neste dias perdidos, fico a contemplá-la. Não percebo nada desta cara. A dos outros tem sentido. A minha não. Nem posso decidir se é bonita  ou feia. Acho que é bonita porque mo disserem. Mas não é propriedade que me solte a vista. O meu olhar desce lentamente, com enfado, por esta testa, por esta face, não encontra nada firme, afoga-se. Aquilo são uns olhos, aquilo é um nariz, aquilo é uma boca, mas nada disso tem sentido. Porém ela acha que tenho um ar de vivacidade, de vida. Logo eu? Devo estar habituado demais a minha cara.

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PensarCusta às 10:25
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Onde Trabalho, o sitio que mais gosto

Onde trabalho, o sitio onde mais gosto de estar é nos bastidores. Lá longe onde ninguém vai e ninguém fica. Ao pé daquelas maquinas todas, o chão de cimento manchado e as paredes apenas caiadas. Ali longe das pessoas, longe dos erros e enganos, longe das palavras. Os contadores a piscarem sempre ao mesmo ritmo, eu já sei de cor a sequência de luzes verdes e vermelhas, sempre a girar. O meu sítio especial é em frente á máquina SLQ 102. A mais modesta e robusta delas todas, nunca deu problemas. Nunca falha. Reconforta-me estar ali, por baixo de 128 tubos, o tecto pilhado num frenesim eléctrico audível. Encostado á parede e observar aquele pulsar de perfeição. Sem nunca parar, dia e noite, dia e noite. Não precisa de ninguém, não se importa que eu esteja ali ou esteja noutro lado qualquer, desconfio que nem dê pela minha presença e eu gosto.

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PensarCusta às 22:30
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

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Ainda não decidi se vou comprar um cão ao ter um filho. Parece-me difícil escolher entre arruinar o tapete da sala ao a minha vida.

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Tirania do bom gosto

Se o homem consegue governar o mundo, porquê que temos de usar gravata? É inteligência começar o dia apertando um nó a volta do pescoço?

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PensarCusta às 09:13
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

As palavras derretem-se na àgua

 

Que não, que no dia seguinte não vinha, que era desta que voltava a casa e ao menos uns dias me libertava da tua ausência,  amanhã não,  amanhã volto para casa, esta um  mês de novembro como há vinte anos não chovia e logo agora é que eu me tinha de lembrar, era pouco mais ao menos isto, as vezes em Lisboa não chove mais do que cinco minutos, mas mesmo muito, e tanto que dá paragem do eléctrico. É impossível chover mais do que isso nos vinte minutos que me separam da tua casa, e é assim que me lembro disto, assim e nas noites em que não durmo, e quando a cidade inteira lá em baixo não me responde, como tu que não me respondes, como nunca ninguém me conseguiu responder. Como hoje.

Não, não era isso... não percebeste, pois não?!? É demasiada a distancia que nos separa do passado, do que terei dito do que terei ou não sido, demasiada a distancia que me separa de casa e é natural que não acredites em nada disto porque sabes tão bem quanto eu que a minha aldeia era demasiada pequena para suportar tudo isto, tu não tens a culpa, sorry so sorry, tão pequena que não sei  mesmo se existe ou se as ultimas velhas se enterraram num derradeiro festim de velas e das contas de um terço que se reza entre os dedos,. Que mesquinho que eu me tornei! Oh, perdoa-me tudo isto...

Estranho estas paredes, o silêncio que me percorre nas escadas que subo até ao terceiro andar, e depois Lisboa, afinal a minha casa, a cidade inteira lá em baixo, volto passados que são... (quanto tempo se passou?), não no dia seguinte, não sem que antes me tenha lembrado de tudo isto que não te conto (como?), sem que tenha deixado de perceber o passar dos tempos, não existe segredo, não existe nada, que merda.

Vinte anos deste mês de novembro, como há quanto tempo não chove, a cidade como ressuscita debaixo de mim. Eu com ela, não havia ninguém, ninguém a quem escrever. Ninguém que me explicasse porque é que as pessoas morrem e porquê o silêncio em que se erguem os meus fantasmas, ninguém a quem dizer a minha culpa, admito, perdi, venceste. Não tive culpa

 

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PensarCusta às 16:56
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Domingo, 14 de Janeiro de 2007

Efeito Peltzman

É isto que me acontece muitas vezes, finalmente tenho um nome para a minha degenerescência.


(a definição aqui)

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PensarCusta às 00:39
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Medos

 


 

Eu sou um ser corajoso, mas se existe coisa que me assusta são freiras, aranhas e velociraptor. Os dois últimos por causa do Spielberg, (Jurassic Park e  Aracnofobia). Do primeiro… não faço ideia.

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Sábado, 6 de Janeiro de 2007

mais um?

 


 

Eu pessoalmente.. acho uma falta incrível de bom senso pôr um filho no mundo. não percebo. Quem no seu perfeito juízo se lembre de chamar mais um ser para este rochedo

 


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PensarCusta às 13:42
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Winston Churchill disse um dia que ...

 

"o povo americano geralmente faz a coisa certa depois de esgotar todas as outras alternativas."

 

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PensarCusta às 16:13
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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

As palavras derretem-se na agua

Que não, que no dia seguinte não vinha, que era desta que voltava a casa e ao menos uns dias me libertava da tua ausência,  amanhã não,  amanhã volto para casa, esta um  mês de novembro como há vinte anos não chovia e logo agora é que eu me tinha de lembrar, era pouco mais ao menos isto, as vezes em Lisboa não chove mais do que cinco minutos, mas mesmo muito, e tanto que dá paragem do eléctrico. É impossível chover mais do que isso nos vinte minutos que me separam da tua casa, e é assim que me lembro disto, assim e nas noites em que não durmo, e quando a cidade inteira lá em baixo não me responde, como tu que não me respondes, como nunca ninguém me conseguiu responder. Como hoje.

Não, não era isso... não percebeste, pois não?!? É demasiada a distancia que nos separa do passado, do que terei dito do que terei ou não sido, demasiada a distancia que me separa de casa e é natural que não acredites em nada disto porque sabes tão bem quanto eu que a minha aldeia era demasiada pequena para suportar tudo isto, tu não tens a culpa, sorry so sorry, tão pequena que não sei  mesmo se existe ou se as ultimas velhas se enterraram num derradeiro festim de velas e das contas de um terço que se reza entre os dedos,. Que mesquinho que eu me tornei! Oh, perdoa-me tudo isto...

Estranho estas paredes, o silêncio que me percorre nas escadas que subo até ao terceiro andar, e depois Lisboa, afinal a minha casa, a cidade inteira lá em baixo, volto passados que são... (quanto tempo se passou?), não no dia seguinte, não sem que antes me tenha lembrado de tudo isto que não te conto (como?), sem que tenha deixado de perceber o passar dos tempos, não existe segredo, não existe nada, que merda.

Vinte anos deste mês de novembro, como há quanto tempo não chove, a cidade como ressuscita debaixo de mim. Eu com ela, não havia ninguém, ninguém a quem escrever. Ninguém que me explicasse porque é que as pessoas morrem e porquê o silêncio em que se erguem os meus fantasmas, ninguém a quem dizer a minha culpa, admito, perdi, venceste. Não tive culpa

 

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PensarCusta às 20:10
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Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2007

Em carne Viva

 

È uma coisa que me acontece muitas vezes. Isto de alinhar ideias nos momentos que baixo a guarda. Antes de adormecer, durante o duche, enquanto frito um bife, na fila do supermercado, no metro. As ideias vêm não sei bem de onde, como pássaros famintos a procura de uma arvore que esta dentro da minha cabeça. Depois, quando volto a mim mesmo, quando já acordei, e me vesti e almocei e fiz as compras e apanhei o metro, quando finalmente me sentei para escrever, muitas dessas ideias desapareceram sem deixar rasto. Voaram para longe. Migraram. Há Sempre algumas que ficam e quando pego na caneta e as escrevo. Transformam-se. Multiplicam-se em qq coisa. Qq coisa muito estranho e que não controlo.
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PensarCusta às 19:31
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